quinta-feira, 12 de março de 2009

Novo Fórum em Chaves

É novidade…
Não, não é dos romanos; não, não se trata de um novo achado arqueológico na cidade! É sim algo de novo, algo que nasceu, mas que importava ser criado. Havia uma lacuna e havia que ser colmatada.
Surgiu como uma ideia.
Um grupo de mentores gizou, preparou o caminho até chegar o dia, em que viu a luz, até chegar este dia, em que é apresentada à sociedade. Um Fórum, uma equipa multidisciplinar.
Faz falta. Vai ocupar um lugar que é seu, não é de minguem, por isso, não há o problema de gerar incompatibilidades.
Surgiu no decurso de uma acção de trabalho, num núcleo de professores da cidade, assume uma trajectória e objectivos definidos. Ligação intima com as escolas, tão intima como o feedback que se deseja com a cidade. Não é uma sociedade fechada, está aberta à integração de novos membros, assim, será mais rica.
Há uma lógica de intervenção cultural, de defesa e protecção do património (cultural, imaterial, natural, …) legado pelas gerações que passaram e que importa legar às gerações futuras, essas que ainda não vieram, mas que hão-de vir, e nesse momento, certamente gostarão de saber de onde vieram.
Reclama-se, acima de tudo, independência, não havendo pretensão de colidir com ninguém.
É um Fórum, o FÓRUM GALÁICO – TRANSMONTANO. E porquê? Tem a nossa raiz, transmontana, pretendemos intervir a jeitos de um Fórum, um espaço livre, de discussão de ideias, de crescimento individual e social. Algo produtivo. E nesta época de valorização das regiões interfronteiriças, a própria afirmação da eurocidade Chaves – Verin levou-nos à cogitação, à tentação. Vamos alargar horizontes, atravessar a fronteira, vamos também ao lado de lá. Há afinidades, há identidade.

Fundadores do Fórum: Maria Assunção Morais; José Alfredo Faustino; Luís Carvalho; Luís Geraldes; Fernando Castro; Fernando Pinto; Maria Cortinhas; Natália Gonçalves; Manuela Borba; Glória Santos; Paulo Lage.

segunda-feira, 9 de março de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Identidade

Sempre pareceu importante defender a nossa identidade.
Não apenas de um ponto de vista individual, mas acima de tudo, colectivo.
A identidade é o conjunto de marcas e de caracteres que fazem de um ser (individual ou colectivo) únicos.
Esse traço essa marca distinguem. É um atributo de valor.
Mas se pensarmos bem. o português, o povo português, qual a sua identidade, quais as marcas, os traços que o distinguem como uma identidade que deve subsistir. Que valores eleva?
Quase parece que nos dias que correm, a ter alguma identidade, não assenta em nada substancial, em tempo de crise, mais parece, que tudo de bom debandou, parece mais a ausência da moralidade e de ética.
Tanto nas acções, como nas ideias, a crise chegou, e parece instalada e para ficar.
Talvez faça parte da nossa identidade fugir das responsabilidades (embora não acredite que isso possa ser possível);
...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Caem as Máscaras

É incomodo! Então é como se não existisse. Contorna-se o problema, não existe, logo está tudo bem.
Porém, as máscaras começaram a cair. A tendência é mesmo a situação piorar, na medida que o tempo passa, que nos aproximamos do desfecho final.
O desfecho final, previsivelmente, vai custar... amizades, silêncios, conflitos abertos, ... mudanças. Mudanças desejadas, mudanças enfim manifestadas... afinal o lado certo era...
É o tempo dos oportunistas, daqueles que sem escrupulos, se aproveitam (da falta de coragem, de fraquezas, mesmo do trabalho dos outros).
As máscaras caem: o governo está cada vez mais fragilizado, não sei qual será o milagre desta vez, estatisticas da OCDE não, Magalhães não, tudo isso já foi chão que deu uvas.
Insistir na chantagem e ameaça sobre os professores? é uma possibilidade, mas aí acabarão por cair os resto das máscaras. Também nas escolas as posições estão definidas.
Coerência com atitudes tomadas anteriormente. Manifestações, concentrações, greves, muita despesa, para quê? Pactuar agora? Vacilar quando estamos quase no fim da ponte? Não. Temos objectivos.
Por isso não somos oportunistas. Nada de entregar objectivos individuais. Muita gente quando chegar ao fim este processo e constatar que o golpe não resultou, vai ter desejado ter demonstrado mais carácter e convicção... mas terá que se remeter ao silêncio!!
Há quem diga: pedras no sapato! mas que fique, a nossa guerra não é contra os colegas... os objectivos são por uma avaliação justa... dos professores, mas neste caso, mais do que nunca, dos nossos governantes.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Inverno

Devemos estar preocupados? Desde meados de Dezembro que todas as semanas tem nevado!! Dirão alguns, é Inverno. Estas coisas a acontecerem é nesta estação. É verdade, mas assim com esta frequência? Aí está a anormalidade.
Além da neve, este fim de semana foi mesmo de temporal: frio, chuva, neve, vento forte, com rajadas; consequência, árvores, chaminé, cruzeiro, postes do telefone, ... derrudados, muitos estragos.
Era dito, não há muito tempo, num programa na televisão, que o anterior presidente dos EUA tinha na sua secretária um qualquer relatório que indicava alarmantes alterações na corrente quente do golfo do México, que transporta enormes quantidades de energia em direcção ao Atlântico Norte e mantém a Europa com um clima ameno (ao contrário das mesmas latitudes no continente norte americano que registam uma assinalável diferença de temperaturas (lá muito menores). Escusado será dizer que foi dito no mesmo programa que tal relatório foi arquivado numa gaveta, e certamente esquecido. Há esperança, pelo menos, que esta nova administração opere uma mudança de mentalidades e se preocupe com o futuro do nosso planeta. Que as questões ambientais sejam vistas com outros olhos, que não apenas economicistas.
Pelo que se sabe, o aquecimento global tem uma consequência (entre muitas outras) que é o degelo das calotes polares e dos glaciares.
Bem, o degelo do oceano Glacial Árctico e na Gronelândia, introduz água extremamente gelada (e água doce) no caminho da corrente quente do golfo, alterando-lhe as caracteristicas, enfraquecendo os seus superpoderes de condicionar o estado do tempo na Europa. Será que é isto que está a acontecer? Estará a gerar-se uma equidade de temperaturas ao nível das mesmas latitudes (Europa - América), consequência do aquecimento global e das alterações do clima? Será somente porque é Inverno, e é altura deste tipo de situações meteorológicas?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Castelo da Ferramenta

Muitas vezes o ser humano idealiza, e desses pensamentos resultam sonhos e a obra nasce!
Porém, o tempo às vezes conserva, outras faz desvanecer, e obras que não deviam ser esquecidas, muitas vezes, até da memória são varridas... até parece que alguma maldição se abateu e a ruína ficou traçada e anunciada.
Por isso, divulgar, muitas vezes é fazer tributo e honrar o que não devia ser esquecido, muitas vezes não é aprofundar, mas o suficiente para preservar essa memória, que o tempo se esforça por apagar.
Há património que o tempo, neste caso, também a vegetação, cobrem com a manta do esquecimento. Mas há coisas que não saem do sítio e aguardam a sua vez... pode demorar... diria uma eternidade ou mais, mas mais dia, menos dia, a pessoa certa, passará por ali, e novos sonhos, novas ideias, ... e a luz voltará, a memória voltará a ser reavivada, e obras voltarão a resplandecer.
Diria que esses dias de glória devem estar algo distantes para o esquecido e abandonado castelo da Ferramenta.
Na verdade um antigo castro, situado em Barbadães de Baixo, quase formando um vértice com Soutelinho do Monte e Valoura, localizado, num relevo extremamente acidentado, de díficil acesso, mas facilmente defensavel (talvez a função original).
Permanecem as ruínas, porque as construções que ali existiram foram desmanteladas e as pedras dessas construções serviram para edificar a povoação de Barbadães de Baixo.
Talvez, muitas das casas mais antigas da aldeia sejam, afinal, a memória desse velho castro. Talvez a parte mais antiga da aldeia, possivelmente, o fundo do povo, sejam esse depositário, possivelmente, numa altura em que por perigos menores, procurar terrenos menos acidentados fosse uma alternativa.