segunda-feira, 19 de maio de 2008

o acordo ortográfico e a língua portuguesa

Temos por certo que Portugal é um país a descobrir, sabemos que cada canto e cada recanto tem uma história e um encanto, próprio... tem uma vida, vivida pelo passar dos tempos, das pessoas, de céus estrelados, de nuvens assustadoras e carregadas, de romances, de situações triviais, ...
mas marcas...
um património, uma cultura, uma identidade...
Justifica-se por exemplo um acordo ortográfico colonizador (o tempo dos impérios passou) sendo um acordo que não respeita a especificidade... Há o português do Brasil, de Angola, de Timor, da Guiné, e de todos os outros lugares... nenhum é melhor, são todos excelentes... a língua é ponto de identidade e de cultura, mas acima de tudo de comunicação... e cada um entende-se, nós vamos continuar a entender-nos no português de Portugal...
Os outros não o fazem, nós devemos aceitar as boas práticas... há o british american e o british english!!!...
Do mesmo modo o açoriano ou o transmontano ou o alentejano têm o seu próprio sotaque, vamos negar sinais... heranças, cultura, marcas...
Não...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Ainda a Sessão Distrital do Parlamento dos Jovens

Este Post pretende de algum modo fazer de legenda de episódios ainda da Sessão Distrital do Parlamento dos Jovens e das imagens que estão a seguir.
Depois de intenso trabalho, momentos da votação, mas também se apresenta a vista da Assembleia num momento de votação e o nosso grupo em pose com o Sr. Deputado Dr Ricardo Martins, que presidiu e dirigiu (muitíssimo bem) a Sessão.



sábado, 19 de abril de 2008

Energias Alternativas e Protecção do Ambiente

Depois de um longo caminho, eis a Sessão Distrital do Projecto «Parlamento dos Jovens». Acima de tudo, começar por referir, que no incio foi uma projecto que tocou todas as turmas do 3º Ciclo. Com decorrer das várias etapas, os jovens deputados da nossa escola prepararam o melhor possível o tema sugerido, para elaborar um Projecto de Recomendação, com a finalidade de o levar à Sessão Distrital e se possível à Sessão Nacional. Desta preparação constou a realização de debates com técnicos especialistas. Realce para os debates com a presença de uma deputada da Assembleia da República (no caso, a Drª Paula Barros); para os debates com a presença dos Engs. António Rodrigues (EHATB); Antunes e António Pina (EDP) e José Carneiro (Câmara Municipal de Chaves, Depart. Ambiente. Estes debates foram muito elucidativos e enriquecedores e contribuiram para a elaboração de um Projecto de Recomendação de muita qualidade. Concluída a Sessão Escolar e eleitos os deputados à Sessão Distrital estavamos convencidos que o nosso Projecto, modestia à parte era muito forte. Tinha um objectivo preciso, orientado para a escola. Os alunos que o iam defender pensaram que primeiro que tudo estas ideias deveriam, a ser aprovadas, aplicadas primeiramente nas escolas, e que se bem sucedidas naturalmente, estas seriam transportadas para o meio familiar, comercial, ... da sociedade civil. A lógica alunos hoje... homens e mulheres do amanhã. Parte da estratégia então trabalhada assentava no pressuposto que as outras propostas, entretanto conhecidas, eram demasiado óbvias e generalistas, sem um rumo preciso. Contamos, então, com a colaboração de alguns professores da escola para trabalhar diversos aspectos a melhorar: a colocação de voz e dicção (profª Anabela), por um lado e análise e estudo dos Projectos das outras escolas, por outro (profª Sara). Na Sessão Distrital o nosso Projecto foi repescado (por aditamento), porque inicialmente não foi o mais votado, ganhando asas... e pode ser que em Lisboa continue a voar!!! Os nossos deputados, entretanto, não foram escolhidos para o defender na capital, na Assembleia da Republica, na Sessão Nacional. Aqui a tarefa era dificil, tendo sido eleitos deputados de 2 escolas, que representavam 2 cidades representadas com outras tantas escolas nesta Sessão, predominando esse efeito na eleição final.
(Nota: Publicamos o nosso Projecto de Recomendação no Post seguinte).

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Projecto de Recomendação à Assembleia da República

Exposição de motivos:

Urge actuar, o nosso futuro assim o determina. O nosso futuro, quer dizer, do nosso planeta, da biodiversidade, também do ser humano, deste modelo de civilização, do padrão de conforto de que actualmente gozamos. Privilégios e status que pretendemos manter para as gerações futuras.
Porém, as nuvens que pairam são algo cinzentas, para não dizer negras… todos os problemas ambientais que nos assustam, o aquecimento global, as alterações climáticas, que pese embora as considerações dos chamados cépticos, começam a tornar-se uma evidência, é mesmo significativo o contributo do ser humano para o agravar destes problemas.
É evidência o aumento das temperaturas médias no nosso planeta, é evidência que os anos mais quentes desde que há registos foram todos os últimos anos , é evidência o recuo dos glaciares das grandes montanhas ou das calotes polares, é evidente o aumento dos fenómenos climáticos extremos, inundações, furacões, secas, … é evidente que algo está a mudar. E é uma evidência, a ser humano tem responsabilidades nisso.
A queima dos combustíveis fósseis, petróleo, carvão e gás natural e a consequente emissão de toneladas de gases de estufa para atmosfera, contribuem para um efeito de estufa nocivo que conduz ao aquecimento global e às alterações climáticas.
Por outro lado, estamos a utilizar até à exaustão fontes não renováveis, que poderão muito em breve esgotar, arrastando-nos para um colapso da economia e do modelo de sociedade em que vivemos. Além disso, são fontes energéticas muito localizadas no mundo, Portugal, por exemplo, não dispõe dessas fontes, pelo que despende constantemente milhões e milhões de euros para adquirir esse bem precioso … bem para a economia e para o conforto, bem mau para o ambiente e para as nossas bolsas.
O preço do petróleo tem subido sem parar, fazendo disparar o custo de vida, porque os custos de produção e transporte tornam-se mais caros.
Urge pensar, queremos o bem da nossa economia, do nosso conforto, do mundo em que vivemos. Por isso, pensamos que as escolas, de alguma forma devem ser modelos para o resto da sociedade e devem elas próprias transmitir estas ideias; assim apresentamos as seguintes medidas que devem ser aplicadas nas escolas, mas com possibilidade de aplicação na sociedade familiar, comercial, …
Medidas:
1. As escolas devem anualmente elaborar e aplicar um Plano Energético. Deste devem constar um balanço dos gastos tidos no ano anterior e propostas de eficiência energética para o ano corrente. A criação de objectivos de eficiência energética deveria ser premiada com a atribuição à escola da verba poupada para equipar e modernizar a escola; esta modernização poderia ser investir em tecnologia multimédia, obras para a biblioteca ou mesmo em energias alternativas. A colocação de painéis fotovoltáicos e térmicos seria um investimento que deveria corresponder a um desígnio nacional. A escola poderia inicialmente tentar desenvolver parcerias com as autarquias mas o próprio Ministério da Educação deveria promover esse investimento, pois adquirir quantidades maciças significaria uma redução muito grande do custo final destes equipamentos.
Obviamente esta microgeração daria um grande retorno a prazo e um contributo para as metas do protocolo de Quioto e no âmbito dos objectivos traçados na União Europeia. E mais, poder-se-ia vender a energia sobrante. Claro, nos tempos de interrupção lectiva e férias as escolas consomem muito menos energia e nessa altura a escola continuaria a produzir, e a trabalhar no sentido do investimento realizado.
Temos que ter em conta que as escolas gastam em média mais de 15 000 € por ano de factura da luz.
Nesse plano devem constar outras ideias: colocação de lâmpadas fluorescentes, vidros duplos nas janelas, fazer o máximo aproveitamento da luz solar para iluminar as salas (colocar avisos junto dos interruptores para não ligar a luz – se houver luz solar), colocação de torneiras termostáticas nos radiadores do aquecimento, dado que cada sala aquece a um ritmo diferenciado.
2. As escolas devem elaborar um Plano ambiental a integrar no Projecto Educativo da Escola.
Desse plano deve constar:
A criação de espaços verdes (nas escolas em que tal seja possível); sugere-se a colocação de árvores autóctones ou de árvores de fruto.
Obrigação legal de fazer separação de lixo.
Incentivar a racionalização do uso de papel; através da reutilização, do princípio de utilização frente e verso.
Colocação de torneiras temporizadoras e económicas, de forma a incentivar a redução do desperdício da água.
(aprovado na Sessão Escolar, realizada dia 23 de Janeiro de 2008)